Comunicar-se, fazer-se ouvir, ser bem compreendido por outras pessoas é um dom. Muitas pessoas se formam em comunicação social, seja qual for a habilitação, e passam uma vida inteira sem saber como se comunicar. Existe um filme do cineasta alemão Wim Wenders chamando “Paris, Texas” que aborda este tema como poucos. No filme, o personagem principal não consegue romper uma barreira e soltar suas amarras para voltar a viver com seu grande amor, e acaba optando por uma vida solitária e em busca de algo que talvez nunca irá encontrar.
O fato é que esta inabilidade para comunicar-se geralmente acontece em situações que envolvem pessoas que gostamos muito, que são muito importantes em nossas vidas ou estão começando a participar mais ativamente dela. Há algo na minha incomunicabilidade que machuca: é a sensação que eu transmito para pessoas muito, mas muito queridas, de que elas são desimportantes na minha vida. Recentemente tive essa atitude, essa desconsideração, por duas pessoas que são bem importante pra mim (por diferentes razões). Não é fácil se dar conta disso e digerir um processo de auto-cura para que não volte a acontecer novamente. Dói, mas é melhor ter consciência do erro e mudar, do que ficar insistindo nele.
OHN
