Março 7, 2008

Bob Dylan e Iron Maiden: Eu vi!!

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Esta última quarta e quinta-feira foram especiais pra mim. Pude assistir ao vivo a dois shows que á muito tempo eu tinha a esperança de um dia poder presenciar. Existem muitos outros que eu quero assistir, mas este dois com certeza estavam no meu Top 5. Estavam, pois agora eles já foram realidade na minha vida de amante de música.  Outros provavelmente o substituirão em breve em minha lista.

Na quarta-feira, dia 5, assisti ao Iron Maiden desfilar seus clássicos no show “Somewhere back in time”, onde a música mais nova tocada por eles foi “Fear of The Dark” de 1992. Eu sou fã do Mainden há muito tempo. Da última vez que eles vieram a Porto Alegre, 15 anos atrás, eu era apenas uma criança, mas já batia cabeça ao som deles. Com pontualidade britânica eles subiram ao palco do Gigantinho, que lotado com 15 mil pessoas, não parou de pular durante ás quase duas horas de show. Tudo começou com “Aces High” e não parou até o biss com “Hallowed By Thy Name”. Confesso que chorei quando eles tocaram “Fear…” e “The Number of The Beast”. Era muita emoção vê-los ao vivo com aquela estrutura de palco e só apresentando o que de melhor os fãs poderiam pedir. Bruce Dickinson ao final deu o recado que todos já sabiam: “Vocês devem ter um lugar maior em Porto Alegre para nós”. Ao lado, o Beira Rio estava vazio e um pouco mais longe o Olímpico se encontrava ás escuras. Um show dessa magnitude merecia um local bem maior. Por sorte, eles voltam em dois anos. Essa é a promessa. E nós estaremos lá para cobrar. UP THE IRONS!!!!!! 

Depois da catarse que e foi o show do Maiden, peguei um avião ás 8h30 da manhã e rumei aqui para São Paulo. Escrevo este texto do hotel aqui perto do local onde o mestre Bob Dylan acabou de fazer um grandioso show. Amanhã vou aproveitar a capital paulista lá pros lados dos Jardins em outro hotel. Mas isso não interessa, o que importe é que Bob Dylan tocou esta noite para uma platéia que lotou o Via Funchal. Este foi provavelmente o último show de Dylan por aqui e os pouco mais de dois mil felizardos saíram sorrindo de orelha a orelha do local. Local, aliás, que peca pelas acomodações muito ruins. A idéia era colocar mesas na platéia baixa, mas as cadeiras delas são horríveis e todos ganharam um belo torcicolo ao final do show. Pelo preço do ingresso, merecíamos coisa melhor. Melhor mesmo só o que foi visto no palco. Bob Dylan e sua banda, todos muito bem trajados de terno e chapéus, subiram ao palco e tocaram por duas horas que pareceram dois minutos. No repertório, muitas músicas dos últimos três discos e clássicos como “Lay Lady Lay”, “Blowin´ in the Wind” e “Like a Rolling Stone”. Duas curiosidades: Na penúltima música do show, uma garota subiu ao palco correndo e se agarrou em Dylan. Rapidamente os seguranças a tiraram dali. A cena produziu gargalhas na banda e fez Dylan pela primeira vez durante o show sorrir e falar com o público. A segunda curiosidade, é que durante todo o show, sobre o amplificador de Bob Dylan, estava uma réplica da estatueta do Oscar. Vale a pena lembrar que ele ganhou o prêmio com a música tema do filme “Garotos Incríveis”.  

Num dia o heavy metal de meus ídolos de infância, a primeira banda que eu comecei a curtir e que me mostrou o significado da palavra fã. No outro, o encontro com uma lenda viva da música em, talvez, sua última apresentação por estas terras. Confesso que nem a gripe que me derrubou na terça feira me impediu de curtir cada momento destes dois shows. Pelo contrário, me conectou mais profundamente com suas obras e me tornou cada vez mais apreciador dos mestres do metal e do poeta que segue rolando como as pedras que não criam limbo.  

OHN

Março 3, 2008

Os melhores discos lançados em 2007

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Apesar de muitas polêmicas entre gravadoras e os novos meios encontrados pelos artistas para difundir sua música, o ano de 2007 foi um muito produtivo em termos de discos lançados. Vários grupos, cantores e cantoras recuperaram o prestigio com trabalhos consistentes e outros surgiram como agradáveis surpresas no ano que passou. Provando que nada está perdido e que ainda existe vida inteligente na música pop, o blog fez uma lista dos melhores álbuns de 2007. Contribuições, discordâncias e outros comentários são sempre bem vindos. Eis os eleitos: 

Amy Winehouse –Back to Black

A “cantora problema” de 2007 presenteou o público com um disco irretocável. Amy consegue o milagre de ser uma branquela londrina e tatuada com voz de negra do Mississipi. O disco abocanhou todos os prêmios possíveis e impossíveis. A pena é que a cabeça fraca da moça pode colocar a continuidade de sua carreira por água á baixo. Uma lástima. 

 Beastie Boys – The Mix-Up

Os rappers brancos de Nova Iorque resolveram largar os microfones e atacarem de instrumentistas. O disco totalmente sem vocais desnuda uma faceta pouco conhecida dos rapazes e dá claras evidências de o que os caras andam ouvindo nas horas de folga. Muito jazz, blues, R&B e suas vertentes. Inclusive a música “Suco de Tangerina” é inspirada no Brasil e no de Jorge Ben.   

Bruce Springsteen – Magic

“The Boss” está de volta e com toda a energia. Depois de um disco mais soturno e introspectivo, Bruce devolve a alegria á suas composições (mesmo que algumas sejam bem políticas) e a The E Street Band soa mais festeira do que nunca. Mesmo cinqüentão Springsteen prova que ainda tem muita lenha pra queimar. Ainda bem.  

Cachorro Grande – Todos os tempos

O rockeiros gaúchos soltaram mais um petardo cheio de hits, baladas e rocks pra levantar a galera. Apesar disso, nota-se um claro amadurecimento dos rapazes tanto nas letras, melodias e na produção do álbum. É um ótimo presságio do vem por aí.  

The Cult – Born Into this

Depois de tentar uma retomada com um disco fraco em 2000, o Cult está de volta com toda a força. A banda canalizou toda sua energia apoteótica no palco para esta gravação onde o que se houve são rocks com o certificado de qualidade da dupla Ian Astbury e Billy Duff. Uma vinda ao Brasil para divulgar o disco não seria nada mal.  

Ed Vedder – Into The Wild

O vocalista do Pearl Jam deixa de lado sua banda e ataca solo nesta trilha sonora do filme “Natureza Selvagem”, dirigido por Sean Penn. Vedder contata com suas emoções pessoais ao criar belas canções que pontuam o filme, baseado na obra do jornalista Jon Krakauer sobre suas aventuras como alpinista.  

Fernanda Takai – Onde brilham os olhos seus

A doce e delicada musa pop Fernanda Takai recriou com extremo bom gosto o repertório de Nara Leão, a princesa da bossa nova. Não espere ouvir Fernanda imitando Nara. É Fernanda recriando Nara, com pitadas de Pato Fu e produção de Nelson Motta. 

Foo Fighters – Echos, Silence, Patience and Grace

Dave Ghrol e sua turma retornam com um disco em que consegue agradar gregos e troianos. Rocks pesados para a galera que quer bater cabeça, músicas mais complexas melodicamente e baladas tranqüilas para serem tocadas ao violão. Uma das grandes bandas de rock da atualidade. 

 Lobão – Acústico MTV

O velho lobo voltou. Não, Zagallo não subiu de volta da tumba. Lobão reencontra antigos fãs e conquistas novos com este disco que traz versões desplugadas de seus sucessos, músicas inéditas e alguns surpresinhas. “Decadence Avec Elegance” ganhou roupas novas.  

Manic Street Preachers – Send Away the Tigers

Incrível como este álbum foi praticamente ignorado pelo público e pela crítica. Justiça seja feita, aqui em Porto Alegre a Itapema FM vem tocando várias canções do disco como “Your Love Alone it´s not Enought” e “Indian Summer. É o mais consistente trabalho da banda britânica e também o mais cheio de hits em potencial. Vale uma boa escutada.  

Nação Zumbi – Fome de tudo

Talvez a banda mais pulsante e criativa do rock nacional popularizou de leve seu som neste disco e entregou uma coleção de ótimas canções, com refrões grudentos, muito peso e letras menos engajadas, mas nem por isso menos geniais. Chico Science deve estar orgulhoso no céu.  

Nico Nicolaiewsky – Onde está o amor?

Uma das metades dos Tangos e Tragédias assume seu lado pop romântico. Nico conta com uma competente banda que lhe dá mais segurança ainda para cantar uma balada de amor atrás da outra. Algumas com alta taxa de glicose, mas todas sensacionais.  O show de lançamento do disco acontece agora em Março, dia 19, aqui em Porto Alegre.

Orquestra Imprerial – Carnaval só no ano que vem

Esta galera pra lá de talentosa finalmente soltou seu primeiro registro fonográfico no ano que passou. Apesar de não terem conseguido reproduzir em disco o delicioso sabor que é ouvi-los ao vivo, o álbum já nasce com um clássico das gafieiras, “Ereção”.  

Paul McCartney – Memory Almost Full

O ex-beatle vem mantendo uma produção ativa nos últimos anos entre discos de inéditas, registros ao vivo e DVDs. Este disco traz somente novas composições onde o bom e velho McCartney prova que ainda sabe das coisas. Como se alguém ainda duvidasse disso. 

Paulinho da Viola – Acústico MTV

O mestre do samba voltou com este belíssimo álbum acústico, onde canta seus maiores sucessos e ainda brinda o público com cinco composições inéditas. Este é talvez o melhor Acústico produzido pela MTV brasileira, que há horas estava devendo coisa melhor e é a retomada da carreira de Paulinho da Viola que andava um pouco parada e que ganhou novos admiradores com o documentário “Meu tempo é assim” e com este álbum. 

Queens of the Stone Age – Era Vulgaris

Uma das bandas de rock mais festejadas no início dos anos 2000 está de volta. Em seu quinto disco, os Queens voltam à base do Stoner Rock e mandam um álbum que, apesar de difícil digestão, é clássico até a medula. Uma dica: Umas 4 ou 5 audições farão bem para o melhor julgamento final do material. Vá por mim.  

Radiohead – Rainbows

Quanto você pagaria por uma obra de seu artista favorito? O Radiohead chocou o mundo ao deixar por conta dos fãs o valor a ser pago pelo download de seu novo álbum. Polêmicas á parte, o disco é o mais consistente desde o clássico “Ok Computer”. Seja baixando ou ouvindo o CD, é um disco obrigatório.  

R.E.M. – Live

Primeiro disco ao vivo oficial lançado pela banda. É um registro perfeito de toda a energia do R.E.M. no palco. A versão dupla vem com um DVD da apresentação completa. É um aperitivo para o novo disco que vem esse ano e que promete resgatar o peso de trabalhos anteriores passados. 

Robert Plant e Alison Krauss – Raising Sand

O Príncipe do rock encontra-se com a princesa do country e o resultado é um casamento perfeito em forma de disco, onde os ritmos de ambos se misturam em harmonia. Nada é exagerado. Plant e Alison fazem um dueto incrivelmente ajustado, dada a monstruosa diferença de estilos. A união fez a qualidade. 

Soulsavers and Mark Lanegan – It´s not how far you fall, it´s the way you land

Este também foi outro disco que passou praticamente batido em 2007. O duo de produtores Soulsavers convidou o vocalista Mark Lanegan e desta união veio este belo álbum. O vocal demoníaco e rouco de Lanegan se encaixa perfeitamente as lindas melodias criadas pelos salvadores de almas. Das 10 canções do disco, ele canta em oito. Fique atento (a) á faixa escondida ao final do disco. Um cover de arrancar lágrimas de “No Expectations” dos Rolling Sontes.

Vitor Ramil e Marcus Suzano – Satolep Sambatown

O frio e o calor. O violão e a percussão. O sul e o Norte. Satolep e Sambatown. O encontro do compositor gaúcho com o percussionista carioca mistura tudo isso num caldeirão sonoro e o resultado é um disco brilhante. Destaque para as participações especialíssimas de Kátia B e Jorge Drexler. 

E 2008 ?? Promete ser tão bom quanto o que passou. Este ano teremos os novos lançamentos de U2, Coldplay, Oasis, Black Crowes, Supergrass, R.E.M., entre outros e claro ás sempre ótimas surpresas que o universo da música nos reserva. Quem viver verá.  

OHN

Março 3, 2008

Está aberto o edital para o Prêmio Rival Petrobras de Música

A cerimônia do VI Prêmio Rival Petrobras de Música será realizada no dia 23 de abril de 2008 (no edital ainda consta a data anterior).

Mais informações no site http://rivalbr.com.br/premio2008/As inscrições já estão abertas com prazo de envio de material até 20 de março.

O edital visa contemplar artistas, produtores e/ou selos e gravadoras independentes do cenário nacional, com trabalhos produzidos de 2006 a 2007, que não tenham caráter de relançamento e que não tenham concorrido em edições anteriores do prêmio.

OHN

Março 2, 2008

Domingo de Esportes

Alô, amigos!!

Pra começar, faço um convite. Ouçam todos os domingos, a partir das 14h( ás vezes atrasa um pouco, mas vale a pena esperar) até ás 16h, o programa “Enquanto a Bola não Rola”, na rádio Itapuã FM (www.itapuafm.com.br). Apresentado pelo Rogério Barbosa, o programa traz muita informação sobre esportes, boletins exclusivos e uma competente equipe de repórteres que atualiza o ouvinte com as últimas informações. Eu me incluo nesta equipe de reportagem como setorista do futebol no interior do Rio Grande do Sul. Meu papel é divulgar as aúltimas sobre as equipes interioranas que disputam o Gauchão e que disputarão a Segundona á partir de 1 de Março. Minhas entradas são ao vivo, geralmente mais pro final do programa. Então, o convite está feito. Comentários sobre o programa também serão bem vindos aqui no blog.

OHN

Fevereiro 29, 2008

Noites Cariocas

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E o Rio de Janeiro continua lindo. Sim, cada vez mais lindo e cultural. A cidade, mesmo em época de carnaval, possui excelentes opções de shows, espetáculos e gastronomia para quem quiser fugir dos lugares onde os estrangeiros são maioria. Pra começar, os bares são um atrativo á parte. Em todos os cantos da cidade é possível sentar-se num autentico bar carioca, beber chope, jogar conversa fora, paquerar, assistir futebol,etc. Em Copacabana o Meia Pataca e o Belmonte são ótimos. Confesso que os lados de Copa não me atraem muito devido a grande concentração de estrangeiros, que em geral são mal educados e só estão atrás de drogas e prostitutas. É a mais pura realidade, a maioria dos turistas que vão para o Rio são os das classes mais baixas da Europa que aproveitam o fato de seu dinheiro valer pelo menos três vezes mais aqui. Em Ipanema, o Espelunca Chic, o Empório, a Toca do Vinicius e o Devassa são os grandes xodós do bairro carioca. Ainda existem ótimas opções no Leblon como o Garcia e Rodrigues e o Garota do Leblon, este último um típico botequim carioca, onde se senta em mesa e cadeiras de ferro, mas se bebe uma cerveja Original estupidamente gelada. E ainda, na Lapa, tem o Rio Scenarium. Confesso que me apaixonei pelo lugar. Se um dia eu abrisse um bar seria como aquele. É uma grande casa onde antigamente funcionava um bric e que agora em meio a bicicletas penduradas no ar, fantasias de antigos carnavais, lambretas e gramofones, se dança o melhor da música brasileira até altas horas da madrugada.   

Mas o Rio não é só bar, é teatro também. Pude assistir ótimos espetáculos que estavam em cartaz e fiquei salivando por alguns que ainda vão estrear agora no início de Março. Pra começar vi “Dom Quixote de Lugar Nenhum” com Edson Celulari e grande elenco. Aliás, comprovei mais uma teoria minha: Sempre quando há um grande nome como atração principal e logo em seguida a frase “grande elenco”, pode apostar que um coadjuvante vai roubar o espetáculo. É o que aconteceu, pois Celulari se limita a ser o nome global e principal isca para fisgar o público. O espetáculo é bem fraco, destinado a um público leigo e que nunca ouviu falar de Dom Quixote, e quem se destaca é o ator Lourival Prudêncio na pele de Sancho Pança. Uma curiosidade: A platéia ficou incomodada quando a certa altura, no meio do espetáculo, um forte cheiro daquela erva jamaicana impregnou o teatro vindo das coxias.

“O Método Gronholm” questiona: o que você faria para conseguir o emprego de sua vida? É sob esta premissa que o espetáculo se desenvolve em uma sala onde quatro candidatos a um cargo de executivo de uma multinacional se digladiam para serem os escolhidos,  enquanto precisam descobrir qual deles está mentindo e é um funcionário do RH da própria empresa. Com um elenco estrelado que reúne Aílton Graça, Suzy Rego, Angelo Paez Leme e Edmilson Barros, o enredo da peça traz à tona toda a competitividade e a falta de escrúpulos que domina o pensamento do homem moderno. Por outro lado, todos são seres humanos e isso lhes dá vulnerabilidade ao verem seus segredos mais íntimos expostos aos julgamentos dos outros. Um espetáculo brilhante e que prende a atenção do espectador até o final quando tudo é desvendado com muito bom humor.

“Sassaricando – E o Rio inventou a Marchinha” é a cara da cidade maravilhosa. O Espetáculo está em cartaz a mais de um ano com lotações esgotadas de suas sessões. São 2 horas que passam deliciosamente rápidas ao som das melhores e mais famosas marcinhas de carnaval, interpretadas por um belo elenco de cantores e músicos. Me lembro de comprar o disco duplo antes mesmo do espetáculo estrear num stand da gravadora Biscoito Fino aqui em Porto Alegre. Encantei-me, pois me lembrei dos carnavais que eu passava em Formigueiro e a “orquestra” só tocava marchinhas a noite inteira. Era uma delicia, aquilo é que era carnaval. Mas Sassaricando é uma obra primorosa e um autêntico musical tupiniquim. Eduardo Dusek e a bela Soraya Ravenle são os anfitriões da noite, em um cenário que remete aos antigos salões de baile e com uma banda de sete músicos ao fundo. Ainda fazem parte os ótimos cantores Alfredo Del Penho, Pedro Paulo Malta, Sabrina Korgout e Juliana Diniz. Tem desde a cabeleira do Zezé, passando pela Maria Sapatão e chegando à turma funil. Para quem não conseguir assistir ao vivo, pode ter um gostinho com o DVD. Imperdível.

O universo dos Beatles já foi representado de tantas formas, certo? Pois o espetáculo teatral “Beatles num céu de diamantes” é uma belíssima homenagem á obra deixada pelos quatro rapazes de Liverpool. Dirigido pelos magos dos musicais, Claudio Botelho e Charlos Moeller, é difícil traduzir em palavras a beleza do que é visto em cena no espaço Sesc Copacabana. Jovens cantores e atores, acompanhados de 2 músicos, interpretam com simplicidade e beleza as canções dos FabFour. As interpretações estão diretamente ligadas ás letras, o que ressalta ainda mais a ótima direção e o talento dos artistas. Dividido em atos como “O Sonho”, “A Descoberta”, “O Amadurecimento” e “A Volta” quase cem musicas dos Beatles são apresentadas. A temporada toda já está com ingressos esgotados, mas não custa arriscar a “fila dos sem” que a recompensa é assistir este que é um dos melhores espetáculos em cartaz no Brasil. Uma dica, em Abril eles estréiam no Teatro do Leblon, depois vão pra São Paulo e devem rodar o Brasil inteiro.

Pra fechar de espetáculos, “Cada um com seus pobremas” de Marcelo Médici. O ator interpreta brilhantemente sete personagens no palco, dando uma amostra de todo seu talento. Marcelo nasceu pra comédia. É impressionante como saí de um personagem para outro em poucos segundos com extrema versatilidade. A peça inicia com um ator que tenta interpretar uma peça de Shakespeare, mas tem um bloqueio emocional ao ver a platéia lotada. A partir daí ele passa a relembrar momentos difíceis que passou trabalhando e é quando a peça brilha com o desfile dos tipos interpretados por Marcelo. Destaques para a Tia Penha, uma espécie de Xuxa morena e malvada, a empregada Cleuza, uma louca vidente e o Mico Leão Dourado. Fazer rir não é nada fácil, mas o comediante consegue arrancar uma gargalhada atrás da outra durante as quase duas horas de espetáculo.

 Ainda tiveram alguns filmes, shows bacanas, bons passeios, jogos de futebol e o desfile das escolas de samba campeãs na Sapucaí. Os desfiles são tudo isso que se fala, mas eu só volto pra lá se for de camarote. Na arquibancada não dá. Pra quem acha que o Rio é uma cidade violenta onde só existem roubos e mortes, não custa desarmar o espírito e aproveitar tudo de bom que a cidade pode oferecer.

OHN